quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Outra vez a dividir

No primeiro jogo da 2ª volta do campeonato, Alcaçovense e Corval voltaram a dividir pontos, à semelhança do que aconteceu no jogo inaugural da prova. Mais uma vez voltámos a ver o mesmo filme, ou seja, o Corval a começar o jogo mais forte que o adversário, mas a não conseguir materializar em golos a superioridade. Nesta partida, os visitantes tiveram várias oportunidades de golo, todas desperdiçadas até ao minuto 22, altura em que Ricardo Vitorino inaugurou o marcador. Depois de estar em vantagem o Corval ainda dispôs de outra oportunidade flagrante para marcar, no entanto, o autor do golo do Corval atirou ao lado, depois de ultrapassar o defesa Gomes e com Sopa – guarda-redes do Alcaçovense – batido, o remate saiu ao lado da baliza. Logo depois, foi a formação da casa que teve oportunidade de marcar através de Bétinho que, na mesma jogada, atirou a bola duas vezes ao poste da baliza de André. Este foi o momento em que os da casa tiveram mais perto do golo durante os primeiros 45 minutos. O Corval era superior. Esperava-se a todo o momento mais um golo dos forasteiros que não chegou a acontecer. Ao intervalo, o Corval estava em vantagem, apenas um golo é certo, contudo, marcava a diferença para o seu adversário que parecia ter a pontaria acertada…para os postes da baliza. A etapa complementar trouxe um jogo diferente. O Alcaçovense tinha de correr atrás do prejuízo, o Corval sabia disso, ao invés de procurar o segundo golo, o que nos pareceu incapaz de fazer, a equipa parecia estar a controlar o jogo, só que, nem sempre o que parece, é. E na verdade, o maior domínio dos da casa, de certa forma consentido, acabou num golo obtido por Guerreiro. Estava consumado o empate, para gáudio do muito público que esteve a apoiar a turma da casa. O empate a uma bola registado no final do encontro foi condizente com o que se passou em campo, no entanto mais do que premiar a formação da casa, este resultado penaliza o Corval por aquilo que não fez durante os segundos 45 minutos.
No final do jogo, Balé lamentou a segunda parte da sua equipa e reconheceu ter perdido dois pontos.
O técnico do Alçovense, assumiu que a primeira parte do encontro não correu muito bem, mas com as correcções operadas ao intervalo a equipa deu uma resposta positiva, realçando o esforço dos seus atletas.
O árbitro do encontro, Sr. Pedro Ramalho, teve uma tarde descansada.

Rui Dener (R.C.Alentejo)

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Deu para o susto

Na última jornada da 1ª volta do campeonato, o Corval tentava a 2ª vitória consecutiva na prova depois de ter batido o Rosário por três bolas a zero. Por seu turno, a Vera Cruz, tentava dar um rumo diferente aos acontecimentos da primeira fase da prova, de resto, a equipa sofreu “chicotada psicológica” com o abandono do técnico Leonel Estevens após a derrota em Estremoz. Como é sabido, nestes casos é normal que a equipa se motive com a chegada de um novo treinador. No Caso da Vera Cruz, nesta partida a equipa foi orientada pelo treinador interino Jacinto Rocha, o próprio que anunciou a chegada de novo técnico para esta semana, sem no entanto avançar o nome do treinador escolhido, facto que registamos como o “tabu” que deverá ter interesse apenas para os adeptos da equipa da Vera Cruz, onde acreditamos que as coisas possam evoluir de forma positiva, o que nos parece não ser difícil, pois esta formação além de ocupar o último lugar da tabela, soma setenta e quatro golos sofridos e apenas doze marcados num total de cinco pontos em dezasseis jogos. Quanto ao jogo propriamente dito, o Corval, à semelhança do que tem feito em partidas anteriores, entrou melhor do que o adversário mas talvez com excesso de confiança de tal forma que deixou no ar a ideia de ter subestimado a formação da Vera Cruz. Na realidade o “assédio do Corval à baliza adversária deu frutos aos doze minutos por intermédio de Balé na cobrança de um livre directo em zona frontal à baliza de Lebre. Parecia tudo bem encaminhado para os visitantes que por esta altura dominavam a partida. Foi sol de pouca dura. Quatro minutos depois de ser aberto o activo, a formação da casa chegou ao empate através de Tiago Rocha. A Vera Cruz estava no seu melhor momento no jogo e tirou partido do excesso de confiança do Corval. Apenas dois minutos depois do golo do empate, mais uma jogada rápida de contra-ataque, Banana passa por David Lameira e isola-se. O defesa forasteiro não teve alternativa senão fazer falta. Viu cartão vermelho. Reduzido a dez unidades, o Corval, voltou a sofrer um golo dois minutos depois da expulsão. Carlinhos terminou com êxito uma boa jogada de insistência da turma da casa. Já não é novidade nesta equipa, que pela 5ª vez esta temporada sofreu golo depois de estar com menos um elemento em campo, seja por poucos minutos ou no caso de expulsões. Nesta fase do jogo esteve mais perto a formação da casa de aumentar a vantagem do que os visitantes de chegar ao empate. Parecia que o efeito da mudança de treinador estava a motivar a Vera Cruz, aliada à “cambalhota” operada no marcador e ao futebol que a equipa nesta fase apresentou, dava que pensar como poderia estar em último. Na verdade o Corval sentiu muitas dificuldades, com menos um elemento e a perder, a equipa demorou a encontrar-se, contudo, beneficiou do empolgamento do seu adversário que no horizonte tinha a segunda vitória do campeonato. A formação da Vera cruz balanceou-se demasiado no ataque e foi traída pelos ataques rápidos do Corval, divididos entre Vitor Bibiu e Zé Belo. Foi através destes dois jogadores que o Corval chegou ao empate no último minuto da 1ª parte, Depois do passe de Bibiu, Zé Belo ultrapasou a defesa da casa e bateu Lebre pela 2ª vez. Ao intervalo o empate aceitava-se bem. A 2ª etapa do jogo começa praticamente com o golo de Zé Belo que bisou no encontro. Quando se jogava o minuto 55 o Corval elevou a contagem naquele que foi o 2º golo de Balé no desafio. A vencer por quatro bolas a duas, os visitantes tinham o jogo controlado mercê da vantagem conseguida em períodos cruciais do encontro, isto é, mesmo ante do intervalo e logo depois de reatada a partida. A Vera cruz que já tinha estado na posição de vencedor, via-se a perder por dois golos de diferença, mesmo assim não baixou os braços e criou algumas oportunidades de golo maioritariamente por Tiago Rocha, que só não ultrapassou André (guarda-redes do Corval), nem no lance da grande penalidade assinalada contra o Corval em que Tiago Rocha, displicente na marcação, permitiu a defesa a André, que respondeu com outra grande defesa no remate da recarga. Pouco depois o golo da tarde apontado por Balé. O treinador jogador do Corval foi sem dúvida o melhor em campo. Apontou 3 golos e fez assistência para outro. Ainda com vinte minutos para jogar, a partida entrou na sua pior fase. O Corval sentiu que tinha a vitória conquistada, a Vera Cruz, percebeu que ainda não era desta vez que iria voltar a ter o sabor da vitória, gosto que já não tem desde a 4ª jornada. Mesmo com dez elementos os visitantes mostraram que são melhor equipa e mereceram levar os 3 pontos.
No final do encontro Balé, em declarações à R. C. Alentejo, considerou o resultado justo e ilustrativo do que se passou em campo, no entanto, reconheceu que o adversário foi complicado.
Jacinto Rocha, técnico interino da Vera cruz, falou pouco e não disse nada. Além do “tabu” sobre o próximo treinador da equipa, afirmou que o árbitro prejudicou a sua equipa, à semelhança do que têm feito todos os juízes durante a 1ª volta do campeonato.
Estas afirmações do técnico da Vera Cruz levam a pensar: ou estamos perante um caso de masoquismo, ou então, um critério de análise aos jogos, que deve ser repensado.
Quanto ao árbitro da partida, Sr. Albertino Murteira pareceu-nos estar bem, contudo, damos o benefício da dúvida ao juiz no quarto golo do Corval, que alegadamente foi obtido em posição irregular.

O Corval alinhou com:
André; Fernando Marques; Canilhas; Nuno Bernardino; João Mendonça; David Lameira; Vitor Bibiu; Zé Belo; António Caeiro; David Rodrigues; Balé.
Jogaram ainda: Sérgio Fialho; Hélio Santos; Rui Santinha.
Suplentes não utilizados: Bruno.

Rui Dener (R.C.Alentejo)

domingo, 30 de janeiro de 2011

INFANTIS VENCEM NA ULTIMA JORNADA DO CAMPEONATO

JUVENTUDE S.C.-2 C.C.CORVAL-6

Os nossos miudos venceram o jogo dificil que tinham no reduto do Juventude de Évora por 6-2.
Pela 1ªvez na história deste modesto clube conseguimos uma vitória no campo do grande Juventude de Évora e vitória essa por numeros expressivos.
A nossa equipa começou o jogo muito mal e aos 8 minutos de jogo já perdia por 1-0, mas os nossos miudos não foram abaixo e em 3 minutos deram a volta ao resultado.
Ao intervalo o resultado estava fixado em 1-4.Durante a 2ªparte foi um jogo equilibrado sorrindo a nós a vitória final.
De salientar o nosso atleta Tiago Dez Reis que marcou mais 4 golos a juntar aos 25 que já tinha marcado ao longo do campeonato e tambem a nossa atleta Bia que marcou mais 2 golos.
A Casa de Cultura de Corval deseja a melhor sorte ao Juventude Sport Clube e á sua treinadora Ana Figueiredo para um futuro próximo e tambem dá os parabens aos nossos atletas e equipa técnica que fim-de-semana atras de fim-de-semana dignificaram o nome deste clube.
Esperamos agora que o torneio de encerramento seja igual ou melhor do que esta primeira fase.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

“Noventa minutos, três golos…só visto…”

Após a derrota em Lavre, o Corval não podia ter dado melhor resposta. A vitória frente ao Rosário “assentou que nem uma luva” aos comandados de Balé. Novamente com muitas ausências, o Corval até começou o jogo de uma forma expectante e pareceu-nos um pouco nervoso. Aquele que acabou por ser o pior período da formação da casa, terminou quando Paulo Bento, aos 8 minutos, teve a hipótese para inaugurar o marcador, Balixa evitou o primeiro golo do Corval que na nossa opinião seria contra a corrente do jogo. A verdade é que depois deste aviso da turma da casa, o Rosário não mais se encontrou. Aos 12 minutos, os da casa adiantaram-se no marcador com um golo de Paulo Bento, na transformação de uma grande penalidade. Por esta altura já o Corval tomara conta do jogo. A primeira parte, para lá de um livre directo apontado por Balé, ao qual Balixa correspondeu com uma extraordinária defesa. Ao cair do pano da primeira metade, Rui Rosa poderia ter restabelecido a igualdade. Para além disto, nada mais há para contar. Foi uma primeira parte que em alguns momentos chegou a dar sono. Na segunda metade, acentuou-se o domínio do Corval que, aos 57 minutos aumentou a contagem, dando sequência a uma jogada onde João Mendonça pressionou muito bem o adversário, Balé recuperou a posse de bola e, viu a excelente movimentação de Paulo Bento que vindo de trás, surpreendeu a defensiva contrária desfeiteando Balixa pela segunda vez. A perder por duas bolas a zero, o Rosário não conseguia reagir aos golos sofridos era praticamente inofensivo, excepção feita a uma boa arrancada de Moura, em que valeu Bruno, com mais uma grande defesa a evitar o golo dos forasteiros. A partida continuava sem grandes motivos de interesse. Aos 90 minutos surgiu o terceiro golo do Corval, mais um com assinatura de…Paulo Bento. O “Mágico” do Corval, colocava o resultado condizente com a exibição e com a superioridade que o Corval evidenciou. O “hat-trick” de Paulo Bento, coloriu da melhor forma a excelente exibição do médio do Corval. Foi sem dúvida uma partida onde os golos por si só fazem a história do encontro.
No final do encontro, Balé em declarações à R.C.Alentejo disse estar satisfeito com o comportamento da equipa na resposta dada após a derrota em Lavre e mostrou-se confiante para a segunda volta do campeonato que está quase a começar faltando apenas a deslocação a Vera Cruz para terminar a primeira fase da prova.
Isaías, técnico do Rosário, reconheceu a superioridade do Corval e considerou justa a vitória da equipa da casa.
O árbitro da partida, Pedro Correia, que havia estado no jogo do Corval em Lavre, então como auxiliar, esteve bem e contou com a ajuda dos jogadores.

O Corval alinhou da seguinte forma:
Bruno; Fernando Marques; Canilhas; Nuno Bernardino; João Mendonça; David Lameira (Rui Santinha); António Caeiro; Pedro Cartaxo (André Amador); Paulo Bento; David Rodrigues (Sérgio Fialho).

Rui Dener (RC Alentejo)

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

“O Último…minuto”

O primeiro jogo do ano teve um sabor amargo para o Corval. Na realidade, as “coisas” até pareciam bem encaminhadas para os comandados de Balé que, apesar das muitas baixas na equipa até chegou ao intervalo em vantagem. Vamos por partes. Num campo difícil por várias razões, desde logo pelas dimensões reduzidas, depois pelo piso que é muito arenoso, por último, porque o público que acorre ao campo da Amoreira em Lavre é, em grande número e ruidoso no apoio à sua equipa. Tendo em conta os aspectos referidos, somados à motivação do Lavre depois do empate na casa do líder da prova, a tarefa do Corval adivinhava-se muito complicada. De facto, o Corval à imagem do que tem feito na grande maioria dos jogos, tentou assumir o controlo da contenda desde o apito inicial. E conseguiu. O Lavre deixou no ar a ideia de ter sido surpreendido com a forma de jogar dos visitantes. A formação do Corval deu o primeiro aviso ao adversário aos doze minutos; na sequência de um pontapé de canto Vitor Bibiu teve a oportunidade de inaugurar o marcador. O Lavre custava a acertar os movimentos atacantes, mas quando o conseguia fazer, a defensiva do Corval acusava alguma insegurança. Contudo, depois de cumpridos os primeiros quinze minutos, a partida estava equilibrada em tudo menos nas oportunidades desperdiçadas, neste particular, os da casa estavam em vantagem. O Corval numa jogada rápida de contra ataque, adiantou-se no marcador quando Ricardo Vitorino fugiu pelo lado esquerdo do ataque, ganhou a linha de fundo e quando cruzou para a área, caprichosamente a bola traiu o guarda-redes Banha (Lavre), que se lançou para segurar o esférico, este bateu-lhe nos pés e anichou-se no fundo da baliza. O Corval estava com a sorte do jogo, o Lavre criava e desperdiçava oportunidades, o Corval marcava. Depois do golo inaugural aos 23 minutos, a primeira parte do desafio voltou a ser emocionante perto do final. Ao minuto 41, Nuno Bernardino, em crescendo de forma, apontou um golo de belo efeito aproveitando da melhor maneira uma assistência de Zé Belo. O Corval estava em vantagem por dois golos, tinha o jogo controlado e tinha tudo para somar a segunda vitória em terreno alheio. Com o desafio a correr de feição e sem contrariedades, era de estranhar. E foi, mas não por muito tempo. Passados quatro minutos do segundo golo do Corval, Ricardo Vitorino foi expulso por alegada agressão ao adversário. Dois minutos volvidos após os visitantes estarem reduzidos a 10 unidades o Lavre reduz a desvantagem por intermédio de Lambretas, que beneficiou da passividade da defesa visitante no derradeiro minuto da primeira parte. A segunda metade trouxe um “quadro” muito diferente. O Corval estava na dianteira do marcador, mas tinha menos um elemento e para agravar a situação sofrera um golo mesmo ao cair do pano da primeira parte. Motivações inversas estavam do lado do Lavre. A formação da casa sabia que tinha 45 minutos para dar a volta ao marcador e o seu adversário estava enfraquecido. O Corval fez o que tinha a fazer. Defendeu bem, foi unida e determinada nas tentativas de fazer transições rápidas, defesa ataque, aproveitando a velocidade de Zé Belo e Vitor Bibiu, que fez uma exibição de encher o olho ajudando a defender e a atacar. Exemplo de determinação e vontade em prol da equipa. Com o avançar do cronometro aumentava a ansiedade do Lavre por não conseguir chegar à igualdade, por outro lado ganhava confiança o Corval. Como um azar nunca vem só (do ponto de vista dos visitantes), a formação da casa chega à igualdade aos 89 minutos num golpe de cabeça de Bruno. Os de Lavre suspiraram de alívio com o golo do empate que, segundo os mesmos, era mais que merecido pelo caudal ofensivo conseguido e ao mesmo tempo consentido pelo Corval. Em boa verdade, sendo penalizador para o esforço do Corval colocava o resultado condizente com o que se havia passado no terreno de jogo. Ainda faltava jogar o tempo de compensação atribuído pelo árbitro. Seis minutos. Um exagero na nossa opinião. O Lavre voltaria a marcar fixando o resultado final. Quando? No último minuto! Bruno bisou na partida e foi o carrasco do Corval que na nossa opinião não merecia sair derrotado deste encontro, o primeiro entre as duas equipas. Pode dizer-se que a expulsão de Ricardo Vitorino foi o momento decisivo do jogo, mas visto de outra forma, se o Corval tivesse ganho, o que esteve quase a acontecer, a expulsão não teria qualquer importância. Coisas do futebol.
No final do encontro o técnico do Lavre, António José Arranca, confessou ter sido surpreendido pelo Corval e enalteceu a atitude dos seus jogadores.
Balé, treinador do Corval, realçou a coragem dos seus atletas e companheiros, e “atirou-se” ao árbitro do encontro, que segundo Balé, o juiz prejudicou deliberadamente o Corval, no lance da expulsão e por não ter assinalado uma grande penalidade a favor do Corval por falta cometida sobre Zé Belo.
Helder Nunes, árbitro da partida, terá visto a alegada agressão de Ricardo Vitorino que valeu ao atleta do Corval o cartão vermelho directo. Nós não vimos, logo damos o benefício da dúvida ao juiz. Na mencionada grande penalidade também nós ficámos com dúvidas. A jogada é disputada por Zé Belo e por Chiquinho na área do Lavre. O defesa da casa ganha a posição ao adversário, no entanto cai, Zé Belo fica com o esférico à sua mercê, quando vai para a baliza, chiquinho puxa-lhe o pé. A bola fica perdida e Banha vai à linha limite da pequena área para a recolher, no mesmo momento em que Helder Nunes faz o movimento para apitar algo. Seria a grande penalidade ou uma pertença falta de Zé Belo sobre chiquinho aplicando o árbitro a lei da vantagem? Fica a dúvida.

O Corval alinhou com:
André; Fernando Marques(regresso à equipa); Canilhas; Nuno Bernardino; João Mendonça; David Lameira (Rui Santinha); Vitor Bibiu; Zé Belo; António Caeiro; Ricardo Vitorino; Balé.
Suplentes não utilizados:
Bruno; Sérgio Fialho; David Rodrigues.

Rui Dener (R.C.Alentejo)

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

O descanso “ajuda” a desconcentrar

A última partida do ano terminou com divisão de pontos. Corval e Morense vinham de resultados distintos na jornada anterior. O Corval vencera no campo do Aldeense, o Morense fora derrotado em casa pelo Estremoz. Em primeira análise, teríamos duas equipas com diferentes fontes de motivação, mas com a mesma ambição, ganhar. Na primeira parte foi o Corval que mais fez para garantir a vitória no desafio. Aos 4 minutos, Vítor Bibiu teve a oportunidade de inaugurar o marcador, quando surgiu isolado frente a Bruno – guarda-redes do Luso Morense – rematando ao lado da baliza. Estava dado o primeiro sinal de que os da casa queriam resolver as coisas cedo. Pouco depois, o mesmo Vítor Bibiu, apareceu livre de marcação á entrada da área, voltou a rematar por cima da baliza. Estavam jogados os primeiros 20 minutos e, o Corval já tinha desperdiçado um largo conjunto de possibilidades de inaugurar o marcador. Além das que não foram aproveitadas por Bibiu, também Zé Belo viu Sérgio Carvalho tirar-lhe por duas vezes “o pão da boca”. O Morense estava apático e não conseguia reagir ao melhor futebol da equipa da casa. Só aos 28 minutos o Corval deu expressão à sua superioridade. Paulo Bento recebeu o esférico à entrada da grande área, driblou quatro adversários, guarda-redes incluído, e fez o golo inaugural. Uma obra de arte para quem gosta de futebol. Antes do intervalo, Claudio Canilhas, podia ter aumentado a vantagem, depois de ter corrido metade do campo, só com Bruno pela frente, permitiu que o guarda-redes do Morense efectuasse uma grande defesa. No entanto, a partida esteve interrompida durante vários minutos para ser dada assistência a Sérgio Carvalho, que se lesionou gravemente num lance casual com Vítor Bibiu, tendo o jogador do Morense abandonado o Parque Desportivo de Corval na ambulância do INEM rumo ao hospital de Évora. Este período em que o jogo esteve parado fez muito mal ao Corval. Já no Morense o efeito foi o inverso e isso notou-se nos oito minutos que ainda se jogaram até ao intervalo. Na segunda parte o Morense dominou por completo. A equipa orientada por Paulo Vicente entrou mais aguerrida e criou perigo junto da baliza de André por duas vezes consecutivas. O Corval estava “adormecido”, sem reacção, aos 57 minutos, surgiu o golo do empate. Jogada de ataque do lado direito, cruzamento ao segundo poste e Luís livre de marcação fez o que tinha a fazer, colocou o esférico dentro da baliza à guarda de André. Pela terceira vez esta temporada o Corval sofre golos quando a equipa está reduzida por instantes a 10 unidades. A igualdade estava restabelecida e mais uma vez o Corval só se podia queixar de si, tanto desperdício na primeira parte, deu confiança ao adversário, que mesmo sem poder efectuar alterações, mostrou ter frescura física e mental para superar as dificuldades. É certo que o Corval ajudou, quando em muitos momentos pareceu estar distante do jogo. Os segundos 45 minutos foram disputados na mesma toada. O Morense a jogar, a dominar e o Corval a ver. No final do encontro o empate é justo pelas oportunidades criadas e desperdiçadas pelas duas equipas, ainda que, penalize muito mais o Corval que poderia ter ido para o intervalo com uma vantagem gorda, e se assim fosse, talvez a história fosse outra. Mais uma vez o Corval foi perdulário e quando assim é, as coisas ficam mais difíceis.
No final do encontro, Balé, treinador do Corval, em declarações à R.C. Alentejo reconheceu que a equipa foi ineficaz na 1ª parte do desafio e demasiadamente apática na 2ª.
Do outro lado, Paulo Vicente, estava feliz com a resposta dada pela sua equipa na segunda parte depois de ter passado por algumas dificuldades na 1ª metade.
Quanto ao árbitro da partida, Sr. Nuno Mateus, esteve bem e demonstrou boa forma física, pois acompanhou sempre os lances de perto.

O Corval alinhou com:
André; Canilhas; Nuno Bernardino; Mário Amélio; David Lameira (Álvaro); Vítor Bibiu (Hélio Santos); Zé Belo; António Caeiro; Paulo Bento; David Rodrigues; Rui Santinha (Ricardo Vitorino).
Suplentes não utilizados:
Bruno; João Mendonça; Sérgio Fialho; Balé.

Rui Dener (R.C.Alentejo)

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Atleta do Luso Morense lesiona-se com gravidade

Em nome do Plantel da Casa de Cultura de Corval, equipa técnica, massagista e Direcção, deixo aqui as rápidas melhores ao Atleta do Luso Morense, Sérgio Carvalho "Gamarra", que se lesionou gravemente na face, num choque casual com o nosso Atleta Vitor Bibiu. Esperamos que a intervenção cirurgica decorra normalmente e que o atleta regresse ao futebol o mais breve possivel. Força "Gamarra"... Rápidas melhoras...

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Mensagem de Natal

Nesta quadra, queria aproveitar para desejar um feliz Natal e um próspero ano de 2011 a todos os sócios, simpatizantes, adeptos, atletas, técnicos, massagistas, funcionários e colegas dos orgãos sociais da Casa de Cultura de Corval.

O Presidente da Direcção
Francisco Manuel Caeiro Fialho

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

“Cambalhota bem dada!”

A tradição manteve-se em jogos entre Aldeense e Corval. Não no que toca a resultados, mas pela emoção e pelos jogos bem disputados. Esta partida da ronda treze do campeonato, juntou os protagonistas - pela negativa - da jornada anterior. Como responderiam as equipas aos desaires do último jogo? Esta era a grande incógnita, ainda por cima, num encontro sempre difícil para ambas. As contrariedades começaram cedo para os visitantes. Roberto, chamado à titularidade depois de recuperar de lesão, voltou a magoar-se logo aos dois minutos. Enquanto o jogador do Corval era assistido fora das quatro linhas, sem se saber se recuperava, o Aldeense adiantou-se no marcador. Bruno (avançado do Aldeense), na cobrança de um livre em zona frontal à baliza, rematou colocado sem hipótese de defesa para Bruno (guarda-redes do Corval). Em desvantagem logo aos 4 minutos e sem Roberto que acabou por não voltar ao jogo, o Corval, com muito tempo para jogar, reagiu bem ao golo sofrido. A formação orientada por Balé, não perdeu a organização, comandou o jogo tirando toda a iniciativa ao seu adversário, de resto, o Aldeense apostou num futebol directo e praticamente não incomodou o guarda-redes Bruno. As oportunidades não foram muitas, pelo menos as flagrantes de golo, ainda assim, o Corval foi a equipa mais rematadora. Tanta insistência dos forasteiros acabou por ser premiada. Num livre marcado por Paulo Bento no lado esquerdo do ataque, a defesa da casa não aliviou convenientemente e Nuno Bernardino, bem colocado, rematou para o golo do empate. Jogava-se o tempo de compensação da primeira metade do jogo. Um prémio para os jogadores do Corval, por tudo o que fizeram até ao intervalo. Este golo obtido ao cair do pano da primeira parte seria mais um factor de motivação para a segunda parte. Do outro lado, sentimento inverso, sofrer um golo é sempre mau, mas naquela altura do jogo é péssimo. Os segundos 45 minutos trouxeram o Corval ainda mais afoito e dominante. O Aldeense não tinha capacidade de criar jogadas de ataque organizado, continuando a apostar em bolas batidas da defesa para os homens mais adiantados, no entanto sem conseguir importunar a baliza dos visitantes. O Corval voltou a estar perto do golo quando Nuno Bernardino esteve perto de desempatar, valeu o Guarda-redes Roberto (rendeu o lesionado Álvaro) sobre a linha de golo a evitar que o médio do Corval bisasse na partida. Ficou o aviso aos homens do Aldeense. Aos 79 minutos a demasiada cerimónia a aliviar a bola da sua grande área, deu origem ao segundo golo do Corval. Claudio Canilhas, à entrada da área rematou em arco sem hipótese para Roberto. Estava consumada a “cambalhota” no marcador. O Aldeense ainda esboçou a resposta mas sem sucesso. No final, a vitória do Corval foi merecida, porque foi a equipa que pegou no jogo, lutou muito contra as adversidades e provou que em alturas de “crise” a união faz a força. O Aldeense, bem se pode queixar da tarde repleta de contrariedades, além de sofrer um golo a segundos do intervalo, juntou mais três lesionados ao extenso lote existente. As substituições efectuadas por José Cartaxo - todas elas forçadas – podem ter alterado a estratégia da equipa, mas não poderão ser, por si só, justificação para tão pouco Aldeense durante a segunda parte, onde valeu a exibição de Rui Rodrigues para evitar males maiores.
Manuel Quadrado, árbitro da partida, não teve lances difíceis de ajuizar, contudo, pareceu-nos ter ficado um cartão vermelho por mostrar a Xilim, por aquilo que nos pareceu ter sido uma agressão a Zé Belo.

O Corval alinhou com:
Bruno; Álvaro (Ricardo Vitorino); Nuno Bernardino; Mário Amélio; David Lameira; Zé Belo; Vítor Bibiu (Hélio Santos); António Caeiro; Roberto (Canilhas); Paulo Bento; David Rodrigues.

Suplentes não utilizados:
André; Sérgio Fialho; Balé; Rui Santinha.

Rui Dener (R.C.Alentejo)

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

“Derrota de mão cheia”

Corval e Arcoense encontraram-se na 12ª ronda do campeonato. Depois de terem sido ambas derrotadas na jornada anterior, nesta partida, as duas queriam redimir-se. Este não seria em perspectiva um jogo fácil para nenhuma das equipas, como se podia analisar na teoria. Se por um lado o Corval ainda não tinha sido derrotado em casa, ao mesmo tempo, do outro lado, estava uma equipa tremendamente eficaz fora do seu reduto, inclusivamente, tem mais golos marcados e menos sofridos comparativamente com os jogos em casa. É certo que isto é parte das estatísticas, mas deve servir para alguma coisa. Este jogo entre Corval e Arcoense, teve duas partes bem distintas. Os primeiros 45 minutos pouco têm para contar, uma vez que o jogo, além de ter sido “entretido”, foi dividido a meio campo com uma oportunidade clara de golo para cada lado. No entanto, saltou à vista que as duas equipas se respeitaram, pelo que, o empate ao intervalo se justificava plenamente. O que se passou nas cabines durante o descanso é-me totalmente desconhecido, contudo, os que se deslocaram ao Parque Desportivo de Corval, estavam longe de adivinhar a história que se havia de escrever na segunda parte. O Arcoense entrou praticamente a ganhar quando ao sexto minuto – 51 na globalidade - inaugurou o marcador por Luís Miguel após um bom passe de Catá. O Corval ainda esboçou a reacção ao golo sofrido. Quando parecia ter equilibrado o jogo, sofre o segundo. Após um pontapé de canto, a defesa do Corval não conseguiu afastar a bola da sua grande área, Luís Miguel aproveitou e aumentou a contagem, estavam decorridos 65 minutos. Ninguém afecto ao Corval queria acreditar no que se estava a ver. A equipa da casa não tinha reacção, estava partida e apostava em futebol directo. Desguarneceu a defesa e todos pensavam em atacar a baliza contrária. O Arcoense tirou o melhor partido do desnorte adversário e, seis minutos depois do segundo, ampliou a vantagem por Roberto Gato. Era fácil, muito fácil. O Corval deixava apenas dois homens na defesa, claramente insuficientes para travar os rápidos contra ataques a que se expôs. Cheirava a goleada e das grandes. Minuto 75, o Arcoense aumentou a contagem novamente por Luís Miguel, fez o seu terceiro no jogo, o quarto dos visitantes. Onze minutos depois, foi a vez de Telmo marcar fixando o resultado final. Vitória gorda e merecida do Arcoense, que fez o necessário para construir um resultado robusto, de resto, foi a equipa que soube ter estrutura mental e organização para jogar futebol durante a segunda parte, muito por força da inexistência do Corval como equipa durante a segunda metade do desafio. Foram os piores 45 minutos do Corval nesta temporada. Para se ganhar jogos não basta ter jogadores acima da média nestas competições, é preciso funcionar em equipa. O futebol é isso mesmo, um jogo de equipa.
No final do jogo, em declarações à R.C. Alentejo, Balé enviou o recado para o balneário, colocando inclusive o seu lugar à disposição da direcção e, convidou os jogadores, a sugerirem qual a solução para um problema que parece ganhar contornos que não estavam previstos no inicio da temporada.
Do outro lado, Nelson Generoso, ficou contente com a resposta dada pelos seus jogadores depois da derrota em casa ante o Estremoz, considerando que venceu a melhor equipa em campo.

Quanto ao árbitro da partida, Sr. Gonçalo Brálio, nada há a apontar.

O Corval alinhou com:
Bruno; Álvaro (Pedro Cartaxo); Canilhas; Nuno Bernardino; Mário Amélio; Vitor Bibiu; Zé Belo; António Caeiro; Hélio Santos; David Rodrigues (David Lameira); Balé.

Suplentes não utilizados:
André; Sérgio Fialho; Rui Santinha.
Rui Dener (R.C.Alentejo)

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

“Pontuar fora, parece missão impossível”

Motivado pela vitória caseira da última jornada o Corval iria ter pela frente um adversário ferido no orgulho após duas derrotas consecutivas. Por outro lado, também era sabido que o Corval iria disputar o seu 5º jogo fora de casa e tentar pontuar pela primeira vez fora do seu reduto. Na verdade, o inicio do jogo, trouxe um Corval a tentar adaptar-se rapidamente ao relvado sintético, a jogar na expectativa, dando a iniciativa do jogo ao seu adversário, para depois sair em contra ataque, aproveitando a velocidade de Zé Belo, Ricardo Vitorino e Roberto. Aproveitando esta forma de jogar dos visitantes, a formação da casa tomou conta do jogo, criando algumas situações de perigo junto da baliza de Bruno, contudo, demonstrando alguma intranquilidade, as oportunidades criadas foram sendo desperdiçadas pelos pupilos de Filipe Fialho. Quem tirou partido de tanto desperdício foi o Corval, que ao invés daquilo que nos tem habituado, isto é, a ser ineficaz, conseguiu surpreender, quando ao segundo remate à baliza de Beto inaugurou o marcador. Estavam decorridos 33 minutos, quando o futebol de contenção do Corval deu os seus frutos. Saída rápida para o ataque, Ricardo Vitorino combinou muito bem com Zé Belo, este, fazendo uso da sua rapidez, correu para a baliza e à saída de Beto, colocou o esférico longe do alcance do guarda-redes da casa abrindo a contagem. De certa forma, este golo do Corval foi contra a corrente de jogo, uma vez que, o maior domínio do Arraiolense era por demais evidente. Depois do golo obtido o Corval controlou o jogo até ao intervalo, onde chegou com a vantagem de um golo, mas sobretudo com confiança para a segunda metade, onde poderia explorar a hipotética intranquilidade da turma de Arraiolos, que se arriscava à terceira derrota consecutiva. No reinício da contenda, Filipe Fialho trocou o lateral esquerdo tirando André (desconhecemos se por lesão ou opção táctica), fazendo entrar Vale. Com esta alteração, embora fosse defesa por defesa, o Arraiolense recomeçou o jogo da mesma forma como tinha feito nos primeiros minutos. O Corval, manteve a mesma toada e embora o domínio, quer territorial quer de posse de bola, pertencesse aos da casa, o jogo parecia controlado pelos visitantes, que por duas vezes poderiam ter arrumado a questão a seu favor. Primeiro por Balé, na cobrança de um livre a que Beto correspondeu com uma grande defesa, depois por Zé Belo, que apareceu solto de marcação à entrada da pequena área, desferiu um golpe de cabeça mas Beto, mais uma vez, estava no caminho da bola. Ao minuto 63, jogada de insistência do ataque “canarinho”, Alex desceu muito bem até à área do Corval, aparecendo solto para cabecear frente a Bruno que nada podia fazer. Estava feito o empate, e diga-se em abono da verdade, colocada justiça no marcador. Motivado pelo golo, o Arraiolense não abrandou a velocidade nem a pressão, ante um Corval que tentou levar o empate até final da partida. No tempo de compensação, Alex voltou a marcar, desta feita na transformação de uma grande penalidade. Cruzamento efectuado do lado esquerdo, Bruno falha a intercepção do esférico, a bola sobrou para Márcio, que de fora da área, desfruiu um potente remate só travado por João Mendonça sobre a linha de golo, de resto, lance que valeu a expulsão do jovem defesa esquerdo do Corval. No final, talvez o empate fosse o resultado mais justo, ainda que a vitória difícil assenta bem ao Arraiolense.
O árbitro da partida, Sr. Ricardo Ferreira, protagonizou aquela que talvez tenha sido a melhor arbitragem vista por nós esta temporada.

O Corval alinhou com:
Bruno; Canilhas; Nuno Bernardino; João Mendonça; David Lameira; Zé Belo (Rui Santinha); António Caeiro; Roberto (Hélio Santos); Ricardo Vitorino; David Rodrigues; Balé,



Suplentes não utilizados: André; Sérgio Fialho

 

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

GRANDE RECUPERAÇÃO… VITÓRIA MERECIDA!

CC CORVAL 3-2 LUSITANO GC


Jogou-se no sábado de manhã a 6º jornada do campeonato distrital de infantis, a nossa equipa recebeu o Lusitano Ginásio Clube e venceu por 3-2.
O jogo começou muito dividido com ambas as equipais a lutarem muito pela posse de bola, as ocasiões de golo eram poucas tal o equilibrio que se registava entre as duas equipas.
O primeiro golo do jogo é para os visitantes num livre directo muito bem marcado com a bola a passar a barreira do Corval e a parar só no fundo das redes. Ainda o Corval estava a tentar reagir ao golo e já o Lusitano aumentava a vantagem num bom remate que castigou assim a passividade da defesa do Corval. O jogo estava assim em 0-2 para os eborenses, restava esperar para ver qual seria a resposta dos nossos rapazes. E essa resposta não podia ser melhor, mostrando uma enorme maturidade, entrega e espirito de grupo o Corval consegue marcar 2 golos por Tiago e vai assim empatado para o intervalo.
Na 2ª parte os nossos rapazes entraram muito concentrados e com a mesma vontade que tinham mostrado antes do intervalo, tiveram claramente uma atitude de querer ganhar. E assim foi, o jogo continuava equilibrado com algumas oportunidades de parte a parte mas foi o Corval quem chegou ao golo da vitória marcado por Bia.
Contudo havia ainda algum tempo para se jogar, o Lusitano tentou reagir mas a união dos rapazes do Corval segurou a vitória até ao fim.
Foi uma vitória justa, moralizadora num jogo muito bem disputado em todos os aspectos. A festa final da equipa foi bem merecida depois de tamanho esforço. Parabéns rapaziada!

Neste jogo o Corval utilizou os seguintes jogadores:
Diogo; João; Gonçalo; Paulo; Duarte; Tiago; Bia e Marmelo

Na próxima jornada o Corval tem uma deslocação a Reguengos onde vai defrontar o líder. Certamente que será um jogo dificil mas a nossa equipa tudo fará para tentar continuar na luta pela passagem á próxima fase.

domingo, 5 de dezembro de 2010

“Pontuação máxima…futebol suficiente”

Depois da derrota em Fazendas do Cortiço, o Corval apresentou-se para este jogo frente ao Outeiro, com cinco alterações no onze inicial. Seis, se contarmos com a ausência de Vitor Bibiu por castigo. Com estas modificações que começaram na baliza com a chamada de André para o lugar de Bruno, o Corval voltou a apresentar a mesma dupla de centrais que tinha jogado ante o S. Manços – Balé e Álvaro – derivando Lameira para a direita da defesa, Rui Santinha chamado à equipa inicial, foi colocado à esquerda, fechando o quarteto defensivo. Também o meio campo sofreu algumas alterações. O regresso de Paulo Bento e a entrada de Hélio para o lugar de Canilhas. Com esta mudança, que diga-se, não deixou de causar surpresa, o Corval começou o jogo a mandar, embora a um ritmo mais lento do que tem sido habitual. Talvez por sentir que o seu adversário; o Outeiro, viesse de quatro derrotas consecutivas, e por se apresentar apenas com 11 jogadores para esta partida. Mesmo a jogar com menos intensidade, a formação da casa, adiantou-se no marcador logo aos 6 minutos por intermédio de Zé Belo, depois de uma boa jogada entre Nuno Bernardino e Paulo Bento. O Corval estava confortável no jogo, respirava confiança - em alguns casos de forma abusiva – controlava o jogo e impunha a velocidade conforme queria, e quando acelerava colocava em perigo a Baliza de Flávio (guarda-redes do Outeiro, ex. Corval). A formação de S. Bartolomeu do Outeiro, não mostrava argumentos para alterar o rumo dos acontecimentos, e deixava a entender que a 2ª metade do desafio seria um suplício para os visitantes. Esta sensação de impotência do Outeiro agravou-se quando a 4 minutos do intervalo, Roberto, aproveitou a “cratera” formada no miolo do terreno, e à entrada da área desferiu um remate forte sem hipóteses para Flávio. Os dois golos sem resposta com que se atingiu o intervalo davam ao Corval, além da merecida vantagem, a confiança para conseguir um resultado robusto, aproveitando a possível quebra física do adversário. Ao invés do que era esperado, a equipa da casa entrou “mole”, com o que parecia ser a segurança de que, mais minuto menos minuto, os golos acabariam por surgir. Quem aproveitou a “moleza” do Corval foi obviamente o Outeiro, que a espaços, esteve melhor do que os da casa, que claramente entregaram por minutos o jogo ao adversário. Certo é, que a quebra física do Outeiro não era visível, muito menos foi ainda quando a equipa orientada por Manuel Medeiros, reduziu a desvantagem na cobrança de um livre do lado direito, apareceu um desvio ao 1º poste e Rui Tiago fez o golo do Outeiro a dezanove minutos do final. Um prémio merecido para uma equipa que embora “remendada”, fez da luta, da vontade e do sacrifício as suas armas neste jogo. Com a vantagem reduzida e com um adversário motivado com o golo obtido, o Corval apressou-se em dar a resposta, pois não podia colocar em perigo três pontos que pareciam certos. A turma da casa reagiu e Balé fez entrar Ricardo Vitorino. No entanto, embora a resposta do Corval fosse positiva, aos 85 minutos, ficou na nossa opinião uma grande penalidade por marcar contra o Corval. Guilherme aproveitou um erro defensivo do Corval, isolou-se e pereceu ter sido derrubado por David Rodrigues. O árbitro estava a acompanhar o lance de perto, optou por mostrar cartão amarelo a Guilherme. Na resposta, Ricardo Vitorino ampliou a vantagem dos da casa. Já em período de descontos o Corval ainda dispôs de 2 oportunidades para marcar, uma por Ricardo Vitorino a outra por Sérgio Fialho.
Vitória justa do Corval que se colocou em apertos sem necessidade de o fazer. Se o árbitro tem sancionado a falta que nos pareceu grande penalidade – estando nós a entrar no campo do “se” – se o castigo máximo fosse transformado em golo, o Corval só teria de queixar de si por ter considerado que o jogo facilmente se resolveria a seu favor.
Quanto ao árbitro, Sr. Pedro Ramalho, vai na sua 4ª época como juiz, fez uma boa actuação, apenas manchada, reafirmo, ao não assinalar uma grande penalidade a 5 minutos do fim.

O Corval alinhou da seguinte forma:
André; Álvaro; Nuno Bernardino; Mário Amélio (Sérgio Fialho); David Lameira (David Rodrigues); Zé Belo (Ricardo Vitorino); Roberto; Hélio; Paulo Bento; Balé, Rui Santinha.

Suplentes não utilizados: Bruno; Canilhas; João Mendonça; António Caeiro.

Rui Dener (R.C. Alentejo)
                                              

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

“A saga continua!”

Nada fazia prever uma derrota tão pesada do Corval. É certo que o Fazendas do Cortiço ainda não tinha perdido em casa esta temporada, por outro lado o Corval ainda não tinha vencido fora do seu reduto. Estes são dados estatísticos, apenas isso. Só não foram alterados por dois motivos: ineficácia do Corval e espírito de luta da equipa da casa. Na realidade, o Corval à semelhança do que tem acontecido nas últimas partidas, começou muito bem. Em boa verdade, durante a primeira parte foi mesmo a melhor equipa em campo. Nos primeiros minutos, conseguiu “prender” a formação da casa ao seu reduto defensivo, criando inclusive duas situações para marcar. Esta pressão do Corval esbateu-se logo aos sete minutos, quando na segunda vez que chegou perto da baliza do Corval, Tofi abriu a contagem para o Fazendas do Cortiço, aproveitando uma bola devolvida pela barra da baliza à guarda de Bruno. Reagiu bem a equipa visitante que cinco minutos depois restabelecia a igualdade por Vítor Bibiu, dando o melhor seguimento a mais uma boa jogada individual de Roberto. Motivado pelo golo, o Corval continuou na mesma toada, ou seja, a pressionar muito alto sem dar espaço de manobra ao seu adversário. Ao minuto 23, o autor do golo da formação visitante, Vítor Bibiu, que tinha sido a “vitamina” para os seus colegas, encarregou-se de dar a primeira “machadada” na equipa, quando alegadamente agrediu Rogério, obrigando o árbitro a mostrar a cartolina vermelha. Mesmo reduzida a 10 unidades, a equipa orientada por Balé, não abdicou de tentar jogar bom futebol, em busca de mais um golo que lhe pudesse dar outra tranquilidade. As oportunidades até surgiram, a eficácia é que não. Ao intervalo o empate a uma bola ajustava-se, premiando a vontade do Fazendas do Cortiço, que a jogar contra dez sentiu muitas dificuldades, no entanto sem nunca virar as costas à luta. Contudo, era um resultado que castigava o Corval, que mais uma vez não conseguiu materializar em golos a superioridade que teve ao longo de toda a primeira parte. Para o 2º tempo, a questão era saber se os forasteiros seriam capazes de aguentar fisicamente uns 45 minutos que se adivinhavam difíceis. Mais uma vez os pupilos de Balé, entraram com a “corda” toda, novamente a pressionar muito alto e a criar oportunidades para marcar e desfazer a igualdade. Aconteceu por três vezes, duas por David Rodrigues e outra por Roberto. Nestes lances para sermos justos, há que realçar as excelentes intervenções de Lopes, o guardião do Fazendas do Cortiço, que se exibiu a grande nível, sendo ele também muito responsável pela vitória da sua equipa. Não marcou o Corval, aproveitou a formação da casa que em apenas dois minutos, marcou por duas vezes. Hugo, foi o autor dos dois golos, dando sequência a dois laces de ataque muito bem gizados, não passando despercebido o cansaço físico do Corval que, por essa altura começava a abrir brechas no meio campo. As dificuldades do Corval acentuavam-se à medida que o final do encontro se aproximava, e nem a entrada de Balé amenizou a incapacidade de resposta da sua equipa, que antes de sofrer o 4º golo, ainda esteve perto de marcar em dois lances de bola parada. Também em lace de bola corrida, Zé Belo encontrou a oposição do guarda redes Lopes, em mais uma boa intervenção. Pouco depois, a 8 minutos do fim, Jorge Pinto fixou o resultado final, através de um cruzamento, intencional ou não, que acabou por fazer um chapéu a Bruno, proporcionando um golo de belo efeito.
No final, vitória justa da formação da casa, que soube tirar proveito da expulsão de Bibiu e do desgaste físico do adversário. O Corval saiu castigado com a maior derrota da temporada, a quarta em quatro jogos fora do seu reduto, porque não soube ser inteligente para gerir o jogo quando estava reduzido a 10 unidades, e sobretudo, porque mais uma vez voltou a ser ineficaz, não sendo a boa exibição de Lopes justificação suficiente para tantas oportunidades desperdiçadas. Não basta jogar bom futebol para ganhar os jogos, é preciso marcar, até porque as vitórias morais não existem, ou pelo menos, não deviam existir.
No final do encontro, Balé, em declarações à R.C.Alentejo deixou o aviso para o balneário no sentido de ser preciso mais concentração em momentos decisivos e simultaneamente a lamentar a forma como o Corval sofre tantos golos.
Jorge Pinto, treinador do Fazendas do Cortiço, considerou que a vitória foi difícil, e acrescentou que a expulsão de Vítor Bibiu foi determinante para um resultado tão volumoso que, de certa forma não espelha o que realmente se passou em campo.

Quanto ao árbitro da partida, Sr. Nelson Dias, esteve em bom plano.

O Corval alinhou da seguinte forma:
Bruno; Canilhas (Balé); Nuno Bernardino; Mário Amélio; João Mendonça; David Lameira; Vítor Bibiu; Zé Belo; António Caeiro; Roberto; David Rodrigues (Hélio).

Suplentes não utilizados: André; Sérgio Fialho; Pedro Cartaxo; Rui Santinha.

Rui Dener (R.C.Alentejo)